WikiLeaks - Megavazamento que afetaria um importante Banco dos Estados Unidos no início de 2011


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Julian Assange denuncia novo macartismo nos EUA

O australiano Julian Assange denunciou neste sábado "uma nova forma de macartismo financeiro nos Estados Unidos", depois da suspensão pelo Bank of America de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, especializado no vazamento de documentos confidenciais. "O Bank of America divulgou um comunicado de que não pretende realizar nenhuma transação de nenhum cliente para nenhuma organização que arrecade dinheiro em nosso benefício", disse.
"É um novo tipo de macartismo nos Estados Unidos para privar esta organização dos recursos que precisa para sobreviver, para me privar pessoalmente dos recursos que meus adovogados precisam para me proteger da extradição para os Estados Unidos ou Suécia", completou Assange. O termo usado por Assange faz referência à campanha anticomunista liderada pelo então senador Joseph McCarthy nas décadas de 40 e 50.
O Bank of America anunciou neste sábado a suspensão de todas as transações destinadas ao site WikiLeaks, responsável pelo vazamento de milhares de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos. "O Bank of America se une às medidas anunciadas anteriormente por MasterCard, PayPal, Visa Europa e outros, e não realizará transações de nenhum tipo que acredite que possam estar destinadas ao WikiLeaks", anunciou Scott Silvestri, porta-voz do banco.
"Esta decisão é baseada no fato de que temos razões para pensar que o WikiLeaks pode estar vinculado a atividades que são, entre outras coisas, contrárias a nossa política interna de pagagmentos", acrescenta Silvestri em um comunicado. O fundador do WikiLeaks, que recentemente divulgou 250 mil telegramas diplomáticos secretos americanos, havia anunciado em uma entrevista à revista Forbes que preparava um 'megavazamento' que afetaria um importante banco dos Estados Unidos no início de 2011".


Assange: grande vazamento seria último recurso do WikiLeaks

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, anunciou no domingo um plano para a divulgação de uma grande quantidade de documentos secretos no caso do portal ser fechado, em uma entrevista ao programa 60 Minutes, do canal americano CBS.
Assange disse que o grupo tem um sistema por meio do qual distribui "backups codificados de coisas que ainda não publicamos".
"Há backups de informações distribuídos entre muitas pessoas, 100 mil pessoas, e tudo o que temos que fazer é entregar a elas uma chave codificada e serão capazes de continuar", disse.
Assange, que está sob investigação penal nos Estados Unidos pelo vazamento de centenas de milhares de telegramas diplomáticos e documentos militares secretos, afirmou que a medida será adotada apenas como último recurso.
"Se um número de pessoas forem detidas ou assassinadas, então sentiríamos que não poderíamos continuar e outras pessoas teriam que fazer nosso trabalho, e divulgaríamos as chaves", declarou.
Na mesma entrevista, o australiano de 39 anos negou estar motivado por sentimentos antiamericanos ou outros temas políticos, depois de descrever seu grupo como "ativistas da imprensa livre".
"Não é sobre salvar as baleias. É sobre fornecer às pessoas informações para apoiar a pesca das baleias ou não apoiar a pesca das baleias", completou.
"Esta é a matéria-prima necessária para construir uma sociedade justa e civil. Sem isso navegamos no escuro".
Assange se recusou a comentar as acusações da Suécia de crimes sexuais, que resultaram em uma liberdade condicional na Grã-Bretanha, onde aguarda a decisão sobre o pedido de extradição de Estocolmo.
Ao ser questionado sobre planos de divulgar informações a respeito do Bank of America, Assange riu e não confirmou ou negou o projeto.
"Todos os bancos estão com medo, pensando que talvez sejam eles. Quando você vê organizações sofrendo as consequências de seus abusos e vê as vítimas moralmente elevadas, esta é uma atividade muito prazerosa com a qual estar envolvido", completou.
Assange afirmou em uma entrevista à revista Forbes em novembro que um "megaleak" (grande vazamento) afetaria um grande banco americano no início de 2011.
O fundador do WikiLeaks já havia afirmado possuir um tesouro oculto de documentos sobre o Bank of America, o maior banco dos Estados Unidos, que registrou queda de mais de 3% de suas ações em 30 de novembro, depois da publicação da entrevista da Forbes.
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