Chuvas quadriplicam limpeza de carros

Chuvas quadriplicam limpeza de carros

Na cidade de São Paulo, o volume de chuva que caiu até metade de janeiro correspondia a 93% do esperado para o mês inteiro. Somente nos dias 10 e 11, 29% do total de água que devia cair até fevereiro molhou a capital paulista. Para quem tem um carro e conhece os problemas da cidade sabe o que isso significa: enchentes por todos os lados. Neste ano, São Paulo chegou a registrar 50 pontos de alagamento simultâneos. Fica difícil encontrar alguém que não teve de enfrentar alagamentos com seu carro, mas mesmo sem encalhar, o veículo pode ficar com sequelas.
"A parte mais atingida e passível de recuperação são os tapetes e o anti-ruído do veículo", explicou o proprietário da Deep Cleaning, empresa especializada em serviços de limpeza automotiva, Antônio Carlos Cosimato. "Este ano, com a chuva que está caindo, a demanda de serviço está incontrolável, temos espera de 10 dias para qualquer carro que chegue vítima de uma enchente", afirmou o empresário.
"Neste período de chuvas, o número de consultas pelo serviço quadriplica" afirmou o sócio fundador da Dry Wash, Lito Rodriguez. "Entretanto, temos de ver se o carro pode ser recuperado. Se não, preferimos recomendar que o cliente procure uma tapeçaria e troque o estofamento", avisou. Atitude semelhante é tomada na Deep Cleaning. "Se virmos que não podemos entregar o carro 100%, não pegamos o serviço", explicou Antônio Carlos. "Geralmente, se o veículo passou por uma enchente muito forte e foi contaminado com água de esgoto, é preferível trocar o estofamento", afirmou.


Higienização
O processo de limpeza de um carro que passou por um alagamento é semelhante ao da higienização interna convencional. "A diferença é que o trabalho é maior, já que lidamos com lama e partes internas molhadas", explicou Lito Rodriguez, da Dry Wash.
Já na Deep Cleaning, o trabalho é específico. "Disponibilizamos um serviço especial para quem passou por uma enchente, retiramos toda a tapeçaria, lavamos e secamos", disse Cosimato. "Se o veículo não foi muito atingido, o trabalho em si só é bastante simples, até mesmo o anti-ruído pode ser totalmente recuperado", explicou.
Quem acha que por possuir um carro mais potente, ou mais novo, tem vantagem na hora das enchentes está enganado. Segundo o dono da Deep Cleaning, é mais fácil limpar um carro popular que um superesportivo. "Já passou por aqui até um Aston Martin DB9. Dá para limpar, mas quanto mais partes eletrônicas o carro possuir, mais difícil fica de proporcionar uma recuperação completa. Se atingir esta região, a limpeza não vai funcionar. Por isso, um carro popular, com menos tecnologia acaba tendo maior porcentual de recuperação", completou.

Dicas

A melhor coisa a se fazer diante de uma enchente é, antes de tudo, se colocar em um local seguro. Lembre-se de que nenhuma seguradora cobre danos causados por uma enchente caso o proprietário se aventure a ultrapassar o alagamento. Com ele parado, no entanto, as chances de ter os danos cobertos são maiores.
Outra dica é procurar se informar sempre sobre a previsão de tempo antes de sair de casa e evitar áreas de risco. Caso você tenha de passar pela enchente, só siga se a água não ultrapassar a altura do meio das rodas, além disso, verifique se não há caminhões e carros que possam causar marolas e fazer com que a água alcance a entrada do filtro de ar. Se o carro morrer, não tente fazê-lo pegar, deixe o veículo e procure um lugar seguro.
Mesmo que você e seu carro sobrevivam à água, ainda é preciso fazer uma revisão. "Depois de enfrentar a enchente, o carro precisa ir para uma oficina e passar pela verificação detalhada e lavagem interna completa. Caso contrário, a perda e a desvalorização serão ainda maiores" afirmou o engenheiro mecânico e diretor da Chevy Auto Center, Denis Marum. Levar o carro a um mecânico de confiança e verificar óleo, transmissão, diferencial, parte externa do radiador, filtro de ar, sistema de freios e água nos faróis é importante.
Já no que remete à limpeza interna, a rapidez deve ser fundamental. "Caso fique molhado por muito tempo, o estofamento pode criar fungos e embolorar", explicou Antônio Carlos, da Deep Cleaning. O empresário dá a recomendação de secar o carro o máximo que conseguir. "Tire o excesso de água e deixe o carro aberto enquanto busca uma empresa para efetuar a limpeza. Deixar o veículo fechado vai ajudar a manter a umidade e a proliferação de fungos", explicou.


Alerta
Dependendo do local, do tipo de dano, da empresa e da demanda, a higienização para reparar danos de alagamento pode demorar até 10 dias e custar a partir de R$ 500. Outra dica que pode ajudar é redobrar a atenção com a parte elétrica no período de chuvas. "O melhor, no verão, é estar preparado para ações preventivas como trocar a palheta do pára-brisa ou ter certeza de que a bateria está em bom estado, porque há sobrecarrega com a parte elétrica com faróis acesos, desembaçador traseiro acionado e o rádio ligado para saber qual melhor alternativa de trânsito” alerta o engenheiro da Chevy Auto Center, Denis Marum.

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