Cibercrime vende informações para mercado de documentos falsos

 

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Os dados usados em documentos falsos vendidos na internet podem ter sido adquiridos no seu computador.

O mercado de falsificação de documentos agora funde os crimes virtual e clássico, com os cibercriminosos compartilhando informações obtidas nas máquinas das vítimas com redes de criminosos especializadas em clonar e forjar documentos ou conduzindo atividades ilegais de imigração.

Quando as pessoas fazem sua inscrição para obter um visto, por exemplo, elas escaneiam documentos e, às vezes, salvam informações pessoais como arquivos de texto no próprio sistema. "Uma vez que o cibercriminosos consegue acesso ao sistema da vítima, eles imediatamente procuram por informações de valor como passaportes, carteiras de habilitação e outros documentos de identificação".

Foi encontrado um site que diz vender passaportes brasileiros por US$ 650, mas com US$ 1.300 é possível adquirir passaporte norte-americano e carteira de habilitação do país.

Por US$ 900, o usuário solicita passaportes para países como Reino Unido, Suiça e Canadá.

"Tudo em um passaporte clonado é de verdade: o número, a data de emissão, a data de vencimento e até o nome do títular do documento, mas a foto é forjada, substituída pela do comprador do documento ilícito".

NOVA IDENTIDADE

O mercado de documentos falsos é tão forte na rede que um grande guia sobre como mudar de identidade pode ser encontrado por US$ 34,95. Trata-se de uma "segunda chance", segundo o guia.

Alegando que as operações são legais, o site oferece meio para conseguir assumir a identidade de outra pessoa. Além de oferecer sete fontes de onde conseguir "passaportes falsos da alta qualidade".

CRIME

Se o usuário que compra passaporte falso for pego recebendo o material, ele comete crime de receptação, já que adquiriu material proveniente de atividades criminosas. Já o uso do documento falso pode render pena de reclusão de dois a seis anos, além de multa.

Já os que vendem os passaportes falsos podem pagar por crimes como falsificação (dois a seis anos de prisão) e estelionado (um a cinco anos de prisão).

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