Família de ex-dono do Banco Santos deverá deixar mansão no Morumbi

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O presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Peçanha Martins, indeferiu o pedido de Márcia de Maria Costa Cid Ferreira, esposa do ex-dono do Banco Santos Edemar Cid Ferreira, que queria manter a posse da mansão na rua Gália, no Morumbi. Márcia alegava que a 6ª Vara Criminal da Seção Judiciária de São Paulo havia descumprido decisão cautelar do ex-presidente do STJ Edson Vidigal em janeiro de 2006. O ministro não aceitou a alegação.
Com a cautelar, o imóvel não seria passível de ser seqüestrado pelo Estado como forma de compensar os rombos de R$ 2,3 bilhões ocasionados pela quebra do Banco Santos, que sofreu intervenção do Banco Central em 2004 e foi decretado falido em 2005.
Márcia é sócia em pelo menos nove empreendimentos do marido. Em maio de 2006, Márcia também foi denunciada no processo. Já em dezembro, ela acabou condenada a cinco anos e quatro meses de prisão em regime semi-aberto pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com a sentença, a mulher do ex-banqueiro controlava empresas off-shore em paraísos fiscais para onde era desviado ilegalmente dinheiro do Banco Santos.
Edemar Cid Ferreira e seu filho, Rodrigo Cid Ferreira, foram presos em meados de dezembro após serem condenados, respectivamente, a 21 e 16 anos de prisão pelos diversos crimes financeiros ocorridos na gestão fraudulenta do Banco Santos – o que levou à quebra da instituição – e soltos posteriormente por decisão do Supremo Tribunal Federal.
A mansão, onde o ex-banqueiro guardava expressiva parte de sua coleção de obras de artes, deverá ser transformada num museu caso seja confirmado o despejo da família Cid Ferreira.
 

Ex-dono do Banco Santos é despejado de casa do Morumbi por dever aluguel


O ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, que controlava o Banco Santos, foi despejado da casa em que morava no Morumbi, na zona sul de São Paulo. Ele não pagava o aluguel mensal de R$ 20 mil desde 2004. A dívida já alcançara R$ 1,727 milhão.
Edemar estava na casa por volta das 11h de hoje e recebeu Vânio Aguiar, o administrador judicial da massa falida do banco, e um oficial de Justiça.
Segundo Vânio, ele tentou reverter a ordem de despejo até o último momento e não retirara nem roupas nem objetos pessoais da casa.
Edemar contou a Aguiar que ele e a mulher, Marcia Cid Ferreira, estavam de mudança para um flat.
O ex-banqueiro foi um dos mais importantes mecenas do país no final do século passado e ficou famoso pelas exposições que realizou na Bienal, como a "Brasil 500 Anos", apanhado da arte brasileira desde a chegada de Cabral, em 1500.
Após a quebra do Banco Santos, em novembro de 2004, foi condenado a 21 anos de prisão por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Edemar, que recorre em liberdade, nega ter praticado esses crimes e diz que o banco não estava quebrado quando sofreu intervenção do Banco Central. O rombo, segundo o BC, era de R$ 2,5 bilhões.
A ordem de despejo foi dada pelo juiz Régis Rodrigues Bonvicino, da 1ª Vara Cível de Pinheiros, a pedido da massa falida do Banco Santos. A casa pertence à Atalanta, empresa criada pelo próprio Edemar, mas que foi retirada do seu controle.
Bonvicino determinou o despejo, o pagamento da dívida e a permanência de todos os bens no imóvel.
Edemar tinha uma coleção de arte avaliada entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões.
Algumas das obras mais caras foram enviadas para fora do país com a quebra do banco, mas acabaram recuperadas pelo FBI (a polícia federal dos Estados Unidos).
Parte da coleção, porém, continua na casa. Entre outros artistas, Edemar tem telas do americano Frank Stella e do alemão Anselm Kiefer e esculturas dos brasileiros Brecheret e Tunga.
O imóvel e as obras passam para a massa falida, ordenou o juiz, e devem ser vendidos "para satisfazer credores".
Bonvicino escreveu na decisão que Edemar e a mulher "não têm qualquer direito líquido e certo de permanecer no bem, porque possui ao menos duas outras residências, estando descaracterizado o conceito de bem de família para uma mansão de 4 mil metros quadrados de área construída e terreno de 8 mil metros quadrados".
Projetada pelo arquiteto Ruy Ohtake, a casa com a fachada de concreto aparente custou R$ 142,7 milhões, de acordo com documentos contábeis de Edemar revelados em 2005.
A mesa de mogno da sala de jantar, para 20 pessoas, consumiu US$ 390 mil (R$ 652 mil). Uma luminária do alemão Ingo Maurer custou 262,5 mil euros (R$ 592 mil).
A decoração da casa foi feita pelo arquiteto norte-americano Peter Marino, que assina as lojas da Chanel.










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