França se diz preocupada com alta global no preço dos alimentos

 
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A França está preocupada com a forte alta nos preços globais dos alimentos, disse o ministro da Agricultura, Bruno Le Maire, defendendo regras mais rígidas contra a especulação com commodities.
"Isso é uma causa de preocupação, e acho que é urgente obter respostas concretas e ferramentas eficientes (contra asoscilações)", disse La Maire em entrevista coletiva.
O preço do trigo no mercado futuro europeu quase duplicou em 2010, após uma série de complicações climáticas - como a seca na Rússia e as inundações na Austrália - que afetaram a oferta mundial do produto.
A FAO (órgão da ONU para a alimentação e a agricultura) disse que os preços atingiram um nível recorde em dezembro, e podem subir ainda mais devido aos erráticos padrões climáticos globais.
Segundo La Maire, seria normal que ocorresse um aumento de preços - de 110 para 140 euros, por exemplo - devido a uma redução da produção, pois "é assim que o mercado funciona".
"O que achamos problemático, por outro lado, é que com base nessa realidade um certo número de pessoas venha especular e leve o preço do trigo a mais de 200 euros (US$ 259) por tonelada. Isso é que achamos problemático, e é isso que queremos combater."
O presidente Nicolas Sarkozy já havia defendido na segunda-feira, durante reunião com seu colega americano, Barack Obama, regras internacionais mais rígidas para tornar o mercado de commodities mais transparente.
Le Maire disse que a atual situação não é tão preocupante quanto em 2008, quando a disparada nos preços provocou distúrbios em países como Haiti, Egito e Camarões. Segundo ele, desta vez houve várias safras positivas na África, o que atenuou o impacto da alta.
Porém, as safras de milho e soja na América Latina - onde o calor e as secas podem reduzir a produção - serão decisivas para que a situação de 2007/08 se repita ou não.
Na Austrália, a previsão para a safra de trigo foi ainda mais reduzida na terça-feira, devido à onda de inundações que atingiu o sul do país.
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