Saiba se chegou a hora de investir no mercado virtual

 
Empresas de tecnologia precisam de tempo para adquirir confiança do investidor

Saiba se chegou a hora de investir no mercado virtual

Investimento em empresas de internet e tecnologia requerem muito conhecimento do mercado

 

Nas telas dos computadores ou dos cinemas, o sucesso do Facebook atiça os olhos de qualquer investidor em querer ser sócio de Mark Zuckerberg e ver seu dinheiro se multiplicar. O aporte financeiro que o Facebook recebeu recentemente aumentou seu valor de mercado para 50 bilhões de dólares. A valorização de grandes empresas do mundo virtual gera, ao mesmo tempo, dúvidas sobre quantos capítulos terá essa história de sucesso. Por isso, especialistas recomendam cautela e conhecimento.

A Facebook é apenas o exemplo do momento. Quem comprou participações da rede social há alguns anos está rindo à toa agora. Segundo a consultoria Nyppex, os papéis da empresa valorizaram 56,1% apenas entre os meses de junho e dezembro do ano passado. Com apoio financeiro de investidores dos Estados Unidos, Rússia, da Microsoft e recentemente da Goldman Sachs, a projetam à frente do Yahoo! E do eBay, com valor de mercado de 21,8 bilhões de dólares e 37,5 bilhões de dólares, respectivamente.

A expectativa é que os 50 bilhões do Facebook aumentem, já que o Goldman Sachs se propôs a arrecadar mais 1,5 bilhão de dólares e a venda de ações na bolsa de valores não é remota. Há rumores de que se torne companhia de capital aberto em 2012. Com uma valorização rápida, fica a dúvida de como a empresa sustentará esse sucesso.

Para o analista com Certificado Nacional do Profissional de Investimento (CNPI), Leandro Klem, da Trader Brasil, empresas de internet requerem investidores com maior conhecimento sobre essa área. “É um mercado muito volátil. Antes só se falava em Orkut e agora é só Facebook”, comenta sobre a utilização das redes. Ele afirma que o caminho para essas empresas é a clareza nos planos sobre os futuros investimentos. “Um exemplo é o Google, que incrementou a página de pesquisas com o lançamento de ferramentas como o tradutor, o navegador e mapas. Hoje ele é mais sólido.”

O próprio Google é uma das empresas estrangeiras que estrearam recentemente seus papéis na BM&FBovespa, assim como a Apple. Eles são negociados através de Brazilian Depositary Receipt (BDR) não-patrocinado, adquiridos pelo investidor pessoa física através de fundos de investimentos.

Em um mercado volátil, empresas de tecnologia também sentem o peso da concorrência e a importação com a queda do dólar. É o caso da Positivo Informática, que teve uma boa valorização, mas no ano passado os papéis na bolsa caíram e funcionários foram demitidos. Por outro lado, a TOTVS, empresa de software, teve uma das melhores rentabilidades em 2010.

Além do Facebook, o peso do desempenho do mundo virtual está focado nos sites de compras coletivas. O maior deles, o Groupon já recebeu autorização para fazer oferta pública de ações, onde poderá levantar até 950 milhões de dólares. Diversos concorrentes já apareceram para tentar abocanhar a atual tentação da web. Mas Klem afirma que será preciso cerca de um ano para ver como e quais empresas conseguirão se manter. “Tem clientes que compram por impulso, pelo valor baixo, mas que por algum motivo perdem o tempo para utilizar o pacote e aí já se perde um comprador”, fala sobre alguns dos riscos.

Gostou das postagens? Que tal compartilhar? Indique!
Clique acima e compartilhe por e-mail, Twitter, Facebook...