9 palavras e expressões contraindicadas no trabalho

Em artigo na Forbes, a autora Linnda Durre elege as palavras mais negativas de um ambiente de trabalho

Se não tem nada de bom a dizer, fique quieta: expressões que denotam pouco interesse devem ser evitadas no trabalho

Para Sonia Carminhato, diretora de operações do Grupo Soma, empresa de consultoria em Recursos Humanos, quando uma empresa contrata um colaborador, espera que ele leve soluções. Dizer "vou ver o que eu posso fazer" e frases do tipo denotam uma predisposição a não fazer. Por isso, tome cuidado com seu discurso. "Frases assim denotam pouca proatividade", alerta. "Mas o principal é avaliar o comportamento do colaborador, não só o discurso".

Sonia faz uma ressalva para uma das escolhas da lista publicada na Forbes.com, em relação à expressão "Eu não sei". A diretora não vê problemas em usá-la quando você realmente não sabe a resposta. É melhor usar 'eu nao sei', seguido de 'vou procurar a resposta', do que fingir que sabe. "Dizer 'eu nao sei' é sábio, desde que venha a parte da proatividade depois", diz. Confira a lista de Linnda abaixo:

1. Vou tentar
O que realmente significa:
"não quero fazer, mas não vou dizer isso agora"
Como driblar: "Ponha paixão no seu trabalho", recomenda Linda no artigo para a Forbes. Assim, se o projeto não der certo, provavelmente é porque não era a hora - e não porque você não deu seu melhor.

2. Tanto faz
O que realmente significa:
"quero me livrar desta proposta logo"
Como driblar: evite esta expressão a todo custo. Na opinião de Linnda, utilizá-la cria um muro entre você e a pessoa para quem você respondeu. Se não confia em uma proposta, há outras maneiras de dizê-lo.

3 e 4. Talvez e Eu não sei
O que significam:
"não quero tomar uma decisão"
Como driblar: claro que ninguém tem certeza do que é preciso fazer o tempo todo. Mas às vezes estas expressões funcionam como uma tentativa de sair da berlinda. Fique atenta para não cometer esse erro.

5. Eu te dou um retorno
O que significa:
"quero adiar o andamento deste projeto"
Como driblar: ao ouvir uma dessa, insista na pergunta: "quando voltamos a nos falar?". E relembre a pessoa que você precisa de um retorno, por e-mail ou mensagem de texto.

6. Se
O que significa:
"quero jogar a culpa nos outros"
Como driblar: evite usar a palavra em um contexto específico, como "se o Fulano fizer a parte dele, eu faço a minha". É preciso entender que cada um tem sua parte - e não se apoiar nisso.

7. Sim, mas...
O que significa:
"não quero me envolver no projeto"
Como driblar: pergunte a si mesma se, ao dizer "sua ideia é ótima, mas...", está listando obstáculos reais ou apenas se apoiando para não participar da execução de um projeto.

8. Eu acho...
O que significa:
"não me importo o suficiente"
Como driblar: não chute. Ao ser perguntada sobre algo, cheque os dados. Se preciso, diga a seu chefe que você vai verificar, e depois dê um retorno a ele.

9. Vamos ver
O que significa:
"quero evitar confronto"
Como driblar: para Linnda, esta frase é conhecida de todas nós desde quando éramos crianças. Lembra do quanto era frustrante pedir autorização para um passeio e ouvir seu pai responder "Vamos ver"? Não repita esta experiência no trabalho, seja você chefe ou subordinada. Dê explicações claras e, se precisar de um tempo para decidir, combine um retorno e o cumpra.

 

Cometeu gafe no trabalho?

Se sair de uma saia justa já dá um certo trampo, imagine quando ela acontece no ambiente de trabalho? Confira algumas dicas para se safar direitinho daqueles foras constrangedores e, claro, sem precisar descer do salto

Todo mundo já cometeu alguma gafe no trabalho. Dá vontade de enfiar a cabeça em um buraco e nunca mais sair de lá. Ou até de pegar a bolsa e, quem sabe, mudar de planeta. Mas infelizmente isso não é possível e a única solução é resolver da melhor maneira possível essa falha. A consultora em Estilo e Imagem Pessoal Ana Vaz dá algumas dicas expertas pra você sair de cabeça erguida em diferentes situações.

Fofoca no banheiro

Essa situação é clássica! A mulherada adora bater um papinho no banheiro e às vezes fala até demais. Fazer uma fofoquinha da sua colega de trabalho e ser pega pela dita cuja é super constrangedor. Tentar disfarçar e dizer que estava falando de alguém com o mesmo nome pode ser uma saída. Se for impossível, hora de demonstrar humildade. Seja elegante e peça desculpas com toda sinceridade e olhando nos olhos dela, sugere a especialista.

Café na roupa da chefe

Aquela correria durante o expediente é um prato cheio para esbarrões, trombadas e tropeços. Por isso, qualquer uma está sujeita a derrubar o cafezinho na roupa de chefe, enquanto volta da pausa no meio da tarde. Antes que ela surte e comece a esbravejar, já ofereça ajuda para resolver o problema. Avalie o estrago (se foi só um respingo ou uma mancha gigantesca) e parta para a ação. Ofereça-se para comprar outra blusa ou para pedir a um motoboy que passe na casa dela para pegar outra peça. Outra dica é dizer que vai encaminhar a blusa para a lavanderia, diz Ana.

Confundir cargo e nome

A sua agenda é imensa. Contatos de trabalho, amigas desde o tempo do colégio, professoras dos seus filhos, milhares de médico. Com tanto nome e tanta coisa na cabeça é comum confundir algumas pessoas e dar um fora. No trabalho, trocar o nome do presidente da empresa com o do auxiliar administrativo pode ser um pouco constrangedor. Aqui não tem jeito. Diga o famoso deu branco e peça milhares de desculpas.

Roupa errada no dia da reunião

Encontro importantíssimo com seus superiores no dia de uma possível promoção e você se esquece de caprichar no visual. Ser der tempo, volte correndo pra casa e vista uma combinação de acordo com a ocasião (não dá pra encontrar com o chefe com aquela calça jeans desbotada e com a blusa manchadinha, mesmo que discretamente). Se não der, veja se alguma colega de trabalho tem um blazer para te emprestar. Ele é capaz de dar uma segurada no visual. Aliás, é legal ter um casaquinho como este no carro ou no seu armário de trabalho para evitar esses deslizes, explica a consultora.

Site pornográfico

Sim, todo mundo sabe que durante o horário de trabalho não é o momento apropriado para acessar sites com conteúdo erótico. Mas tem sempre uma amiga que manda aquele email ou um link super quente que atiça a curiosidade e fica impossível esperar pra ver em casa. A chefe pegou você navegando em conteúdos pornográficos? Que site é esse? é uma excelente forma de tirar o corpo fora. Também dá pra dizer que era um pop-up, que pulou na sua tela sem você esperar. E dá próxima vez já sabe: respira fundo e guarda essas coisinhas para ver na sala da sua casa.

Bafão na confraternização

Bebeu demais na confraternização de trabalho e deu aquele vexame homérico? É, a primeira coisa a fazer é rezar para não ser despedida (dependendo do bafão, você pode ser limada da empresa por justa causa ou perder aquela promoção que estava para sair). O segredo aqui é não tocar mais no assunto e deletar da memória todos os acontecimentos da noite anterior. Esqueça de uma vez por todas o vexame, ao invés de ficar se lembrando e lembrando os outros do seu escorregão, afirma Ana Vaz.

Espionadinha no computador ao lado

A amiga foi tomar um café e você resolve ver o que ela estava lendo no computador. Dependendo do assunto, você pode ficar entretida tempo demais e esquecer que uma hora ela vai voltar. E aí, vai ser pega no flagra! Se você não ficar completamente vermelha (indício de que tem culpa no cartório), dá pra dar uma disfarçadinha e sair pela tangente. Fale da foto sobre a mesa dela ou diga que estava procurando algo, sugere a consultora. Se você não tiver essas alternativas, vale sempre dizer desculpa, a grande palavra mágica!

 

8 dicas para se manter sã no trabalho

1. Busque a maneira mais fácil todos os dias
Não mergulhe de cabeça em uma tarefa e nem a ataque com toda a sua energia. Analise bem a situação antes e procure o jeito mais simples de resolvê-la – mas, é claro, sem comprometer o resultado final. A escritora Alison James (As 10 mulheres que você vai ser antes dos 35, Editora BestSeller) dá um exemplo: Se o(a) chefe lhe diz: encontre algumas estatísticas, isso não quer dizer localize uma enciclopédia, leia-a de cabo a rabo e use análise regressiva para avaliar os resultados. Descubra exatamente o que precisa ser feito de uma maneira mais fácil de fazê-lo para nunca ter que trabalhar além de seu limite ou se estressar demais por uma tarefa.

2. Diga dane-se o celular, email, MSN...
Tecnologia é bom, mas cria dependência e, além disso, gera ansiedade. O fato de poder falar com alguém eletronicamente até quando você está no banheiro ou na academia não significa que você tenha que fazê-lo. No trabalho, desligue o celular, ou ao menos deixe no modo silencioso (mas não vale toda hora ficar olhando se alguém ligou, hein?). O mesmo vale para a caixa de emails: deixe fechada enquanto trabalha e se for muito viciada, habitue-se a olhá-la de 30 em 30 minutos, por exemplo. MSN? Cuidado... Se você precisa mesmo trabalhar com ele aberto, o ideal é usar um nick em casa (com os contatos pessoais) e outro lá (com os profissionais).

3. Respeite os seus ciclos de altos e baixos
Não se envergonhe de seus instantes de melancolia. Em vez de lutar contra aqueles momentos mornos, explore os aspectos positivos. Afinal, a insatisfação é a raiz de toda criatividade porque ela impulsiona a inovação. Em A arte da guerra para mulheres, Chin-Ning Chu observa que a mulher que atua em um mundo masculino frequentemente se sente inferior por causa de seus naturais ciclos físicos e emocionais. Mas ninguém precisa saber disso, guarde para você o desconforto físico (principalmente na TPM!) e diminua o seu ritmo. Se a melancolia bater forte, lembre-se que a insatisfação é a raiz de toda a criatividade. A impagável atriz Bette Midler (do divertidíssimo filme Abracadabra que também tem Sarah Jessica Parker, sabe?) já chegou a dizer que seu marido a considerava a mulher mais angustiada do mundo... E daí?

4. Diga mais não
Não tenha medo de contrariar o outro. Você vai descobrir que o mundo não vai desmoronar por causa disso e logo vai desejar ter dito esse não o tempo todo. Alison James sugere: Se você se sentir mais confortável em dar uma desculpa para justificar o não, não hesite em contar uma mentirinha. Você não precisa ser sincera o tempo todo quando a sua sanidade está em jogo, sacou?

5. Use o estilo a seu favor
A gata borralheira fica melhor de Cinderela. Estar bem vestida sempre – especialmente nos dias em que você está de mau humor – além de aumentar a sensação de autoconfiança e satisfação, vai passar uma imagem mais positiva para os outros. Isso não quer dizer que você precisa se ligar em moda. Veja o caso da Michelle Obama: por enquanto ela nem é considerada ícone fashion e sequer veste aquelas roupas mais caras do mundo. Mas está ali: sóbria e em cima do salto.

6. Não se sinta mal por se zangar
Raiva é um sentimento que até a Monja Coen e o Dalai Lama têm que conviver e saber como lidar. Trabalhar em equipe não significa ser capacho de ninguém. Se você se sentir atropelada por uma pessoa ou por uma ideia, não tenha medo de se impor e de se colocar. Tenha coragem de dizer o que pensa e não hesite em bater o pé se alguém estiver despejando trabalho em cima de você. O que você pensa que é raiva os outros percebem como uma boa e sólida demonstração de autoestima, diz Alison.

7. Deixe a carranca pra lá
Lembre-se de Pollyanna (a famosa personagem que adorava brincar de O Jogo do Contente). Por mais difícil que possa ser encarar o seu trabalho hoje – seja porque você faz algo que não gosta ou porque o salário mal paga seu aluguel –procure uma forma de se divertir para abstrair a amargura. Procure se aproximar de colegas que tenham alto astral, não se contamine e nem vire um muro de lamentações.

8. Seja um pouco egoísta de vez em quando
Tudo bem que nenhuma mulher moderna deve sobreviver sem trabalhar (a não ser que já nasça rica ou entre para o Big Brother e pose na Playboy ou queira se acomodar com um marido milionário). Mas ninguém precisa ser uma neurótica que só vive para o trabalho. Se você estiver exausta e precisar desesperadamente de um dia de folga, converse com o(a) chefe. Invente uma desculpa, se precisar, mas permita-se, sem culpas. O mundo não vai parar de girar, e é exatamente por isso que você precisa se manter no seu eixo para não desequilibrar. Você pode interromper um pouco suas atividades para tomar uma xícara de café, dar uma volta lá fora, observar as pessoas na rua ou simplesmente respirar. Você voltará mais descansada, com mais energia e pronta para resolver o que antes parecia mais difícil de solucionar. Coloque você em primeiro lugar.

 

Mulheres intimidando mulheres no ambiente de trabalho

Acredite se quiser: no trabalho, mais mulheres são intimidadas e humilhadas por outras mulheres do que por colegas homens

Gritos, intrigas e sabotagem: sinais reveladores de que um bully está em ação, montando armadilhas para colegas a cada passo (o termo bully, em inglês, é usado para designar a pessoa que pratica o bullying, uma atitude de agressividade física ou psicológica continuada, com o objetivo de intimidar ou prejudicar alguém dentro de um grupo).

Segundo pesquisadores do ambiente corporativo, com os níveis de estresse em alta nestes tempos de crise, tais encrenqueiros tendem a se tornar mais agressivos e a incrementar o ataque.

Talvez não seja surpresa o fato de que a maioria deles seja formada por homens, como revelou claramente uma pesquisa conduzida pelo Workplace Bullying Institute, grupo de apoio às vitimas de bullying.  Os bullies do sexo masculino têm uma abordagem igualitária ao agir, atacando homens e mulheres relativamente na mesma proporção. Já as mulheres parecem preferir outras mulheres como alvo em mais de 70% dos casos.

Mas esperem um pouco. O que é isso?

A simples menção de mulheres intimidando outras mulheres no ambiente de trabalho parece estremecer as bases do movimento feminista. Como é que as mulheres podem romper as barreiras da discriminação no trabalho se são obrigadas a evitar os ataques verbais de outras mulheres em escritórios, corredores e salas de reunião?

As mulheres não gostam de falar sobre o assunto, pois é algo tão antiético em relação à maneira que supostamente deveríamos nos comportar em relação a outras mulheres, disse a americana Peggy Klaus, executiva da área de treinamento em coaching de Berkeley, Califórnia. Esperam que sejamos acolhedoras e solícitas.

Pergunte às mulheres sobre disputas entre elas no ambiente de trabalho e algumas irão destacar que pessoas de ambos os sexos podem agir com má conduta. Outras irão concordar, com um movimento de cabeça imediato, enumerando exemplos de como as mulheres – muito mais do que os homens – as maltratam.

Já fui sabotada por outras mulheres tantas vezes no trabalho que acabei deixando o mundo corporativo para abrir meu próprio negócio, disse Roxy Westphal, proprietária da empresa de produtos promocionais Roxy Ventures Inc., em Scottsdale, estado do Arizona. Ela ainda se lembra das ferroadas que levou ao ser entrevistada por uma mulher trinta anos atrás.  Ela acabou se transformando em um pelotão de fuzilamento formado por uma única pessoa, conta a empresária, que acabou deixando o prédio em lágrimas na ocasião.

Jean Kondek, recém-aposentada depois de uma carreira de 30 anos em publicidade, lembra-se da raiva que sentiu quando a gerente de uma pequena agência convocou uma reunião para criticá-la na frente de seus colegas por ela não ter seguido os procedimentos da agência em uma situação de emergência com um cliente.

Kondek disse, porém, que ela teve a palavra final na reunião. Ela conta que pediu aos participantes para se retirarem, dizendo, em seguida, à gerente: Não é assim que se lida com isso.

Véu de silêncio

Muitas mulheres que ainda se encontram no mercado de trabalho se mostraram hesitantes em falar abertamente sobre o assunto, temendo tornar a situação ainda pior ou mesmo por em risco suas carreiras. Uma contadora da Califórnia conta que logo que entrou em uma empresa, recentemente, foi intimidada por duas mulheres que ali trabalhavam. Ela afirma que uma delas chegou a empurrá-la durante uma discussão que tiveram no refeitório. É como se tivéssemos voltado para o colegial, disse ela.

Uma executiva sênior disse que havia finalmente vencido o preconceito até que outra mulher chegou para roubar seu emprego, dizendo à gerência: é impossível trabalhar com ela, ela não coopera.

Uma razão que leva as mulheres a escolherem outras mulheres como alvo talvez seja a ideia de que elas podem encontrar alguém menos confrontante ou menos propenso a responder à agressão com outra agressão, disse Gary Namie, diretor de pesquisas do Worplace Bullying Institute, que coordenou o estudo em 2007.

Porém, pode ser que exista outra dinâmica em funcionamento. Segundo a Catalyst, grupo de pesquisas sem fins lucrativos, depois de cinco décadas de lutas pela igualdade, as mulheres hoje ocupam mais de 50% das posições de gerência, cargos profissionais e ocupações relacionadas. Entretanto, o censo de 2008 revelou que as mulheres representam apenas 15,7% dos executivos de alto escalão e 15,2% dos diretores que fazem parte da lista Fortune 500.

Dois pesos e duas medidas

Especialistas em liderança se perguntam se as mulheres estão sendo excessivamente agressivas por existirem tão poucas oportunidades de avanço. Ou seria isso um estereótipo, uma falsa impressão de que as mulheres estão sendo excessivamente agressivas? Existiriam dois pesos e duas medidas no ambiente de trabalho?

Pesquisas do grupo Catalyst sobre estereótipos de gênero sugerem que não importa como as mulheres escolham liderar, os outros nunca acham que elas estão certas. Além disso, o grupo também constatou que as mulheres precisam trabalhar duas vezes mais duramente do que os homens para conquistar o mesmo nível de reconhecimento e provar que podem liderar.

Se as mulheres em posições de liderança nos negócios agem de forma consistente com os estereótipos de gênero, elas são taxadas de mole demais, constatou o grupo através de um estudo em 2007. Se elas vão contra os estereótipos de gênero, são consideradas duras demais.

As mulheres estão tentando descobrir a chave mágica para a porta do reino, disse Laura Steck, presidente do Growth and Leadership Center em Sunnyvale, California e executiva de treinamentos em liderança. Quando as mulheres sentiram que precisavam ser agressivas para conseguir uma promoção, disse ela, continuaram agindo assim. Então, de repente elas percebem a necessidade de agir com mais coleguismo e cooperação, em vez de serem competitivas.

Joel H. Neuman, pesquisador da State University of New York, em New Paltz, afirma que o comportamento mais agressivo no ambiente de trabalho é influenciado por diversos fatores que envolvem os bullies, suas vítimas e as situações sob as quais eles trabalham. Isso incluiria questões relacionadas a frustrações, traços de personalidade, percepções sobre tratamentos injustos e uma série de traumas associados ao ambiente de trabalho mais hostil e exigente dos dias de hoje, disse ele.

Newman e seu colega Loraleigh Keashly, da Wayne State University, desenvolveram um questionário de 29 perguntas para identificar um conjunto de comportamentos que podem constituir o bullying, o que poderia ajudar empresas a identificar problemas que geralmente passam despercebidos.

A prática do bullying envolve formas verbais e psicológicas de comportamento agressivo (hostil), persistindo por um período de no mínimo seis meses. O questionário inclui perguntas do tipo: Nos últimos 12 meses, você percebeu com regularidade que foi encarado de maneira hostil, foi tratado de maneira grosseira ou sem respeito, ou ainda passou por uma situação em que outras pessoas não negaram falsos rumores sobre você?

Mais comum do que se imagina

O Workplace Bullying Institute afirma que 37% dos trabalhadores já sofreram bullying. Segundo dados do instituto, embora muitos empregadores ignorem o problema, o mesmo acaba afetando o faturamento e os custos relacionados à assistência médica e à produtividade.  Segundo o instituto, ações judiciais são raras, pois não existem leis que se aplicam à questão diretamente, além dos altos custos envolvidos.

Duas pesquisadoras canadenses recentemente se propuseram a examinar o tipo de bullying que ocorre entre mulheres. Eles constataram que algumas mulheres podem sabotar outras por sentirem que ajudar suas colegas do mesmo sexo poderia por em risco suas próprias carreiras.

Uma das pesquisadoras, Grace Lau, candidata ao título de Ph.D da University of Waterloo, disse que o objetivo era encorajar as mulheres a ajudarem umas às outras. Ela disse: Como? Uma maneira que propomos é lembrar às mulheres que elas fazem parte do mesmo grupo.

Nós acreditamos que um senso de orgulho em relação às conquistas femininas seja importante para fazer com que elas ajudem umas às outras, disse Lau. Para ter este sentimento de orgulho, as mulheres precisam se conscientizar de que compartilham de uma identidade comum.

Entretanto, é pouco provável que no ambiente de trabalho as mulheres pensem sobre si mesmas com membros de um mesmo grupo, disse ela. É mais provável que elas vejam a si mesmas como indivíduos, uma vez que são julgadas por seu desempenho.

Como resultado, pode ser que as mulheres não sintam que precisam ajudar umas às outras, disse ela. Elas podem até sentir que, para crescer, precisam ser agressivas como suas colegas, escondendo oportunidades de promoções, achando também que é mais fácil puxar o tapete de outras mulheres do que dos homens porque supostamente as mulheres são menos duras.

Klaus, a executiva da área de treinamento em coaching, comentou a questão do bullying: Chegou a hora de lidarmos com este tipo de relacionamento que as mulheres têm entre si, pois isso certamente está impedindo que tenhamos o sucesso no trabalho que almejamos ou que deveríamos ter. Já temos obstáculos suficientes, não precisamos criar mais outros.

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