Ministério Público denuncia sete envolvidos no assassinato do prefeito de Jandira

O Ministério Público denunciou nesta segunda-feira à Justiça sete envolvidos na execução a tiros do prefeito de Jandira, Braz Paschoalin (PSDB). O crime ocorreu na manhã de 10 de dezembro do ano passado. Para a promotoria o assassinato teve três mandantes: os ex-secretários municipais Sérgio Paraizo (Governo) e Wanderley Lemes de Aquino (Habitação) e o ex-candidato a vereador Anderson Elias Muniz, o Ganso.

Quatro acusados são apontados como autores do assassinato: Adilson Alves de Souza, o Alemão ou Dilsinho, Lázaro Teodoro Faustino, o Lazinho, Lauro de Souza, o Negão, e o ex-policial militar Robson da Silva Lobo. Os sete acusados, que estão presos, foram denunciados por homicídio triplamente qualificado mediante paga ou promessa de recompensa; à traição, de emboscada; e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime. Todos também são formalmente acusados pela tentativa de homicídio do motorista do prefeito, Wellington Martins dos Santos, que permanece internado no Hospital das Clínicas .

Segundo o promotor Neudival Mascarenhas Filho, que integra o Núcleo São Paulo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o prefeito foi morto porque havia demitido Paraizo, seu antigo colaborador, e estava se desentendendo com o secretário de Habitação, a quem também pretendia demitir do cargo. O Ministério Público acentua a existência de esquemas de corrupção que dominavam setores da prefeitura de Jandira.

Foram identificados processos fraudulentos de licitação, superfaturamento, desvios de recursos públicos e nomeação de servidores fantasmas. Segundo o Ministério Público, os ex-secretários de Governo e de Habitação pretendiam assumir o comando desses esquemas. Quando Paschoalin afastou Paraizo e anunciou que tomaria a mesma medida com relação a Aquino, acabou eliminado.

O promotor assinala que Robson, o ex-policial militar, ficou encarregado de arrumar as armas para o crime e foi flagrado na véspera do assassinato recebendo grande quantia em dinheiro, que repassou para uma terceira pessoa. Na mesma noite, ele se encontrou com Alemão. A investigação aponta que o carro onde estavam o prefeito e seu motorista foi interceptado por um veículo Polo ao chegar à emissora de rádio onde Paschoalin iria conceder entrevista naquela manhã. Adilson e Lázaro desceram do Polo e fizeram vários disparos que mataram o prefeito e feriram o motorista.

Seguidos por Lauro de Souza, que lhes dava cobertura, os dois fugiram até a Estrada das Pitas, onde entregaram as armas para um homem que estava em um veículo de cor prata. Pouco depois, a polícia localizou na estrada um Ford Focus prata e prendeu Adilson e Lázaro. O criminalista Mauro Otávio Nacif, que defende o ex-secretário Wanderley de Aquino (Habitação), disse que não há provas contra seu cliente. 'Aquino é inocente, ele era amigo do prefeito.

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