New Civic enfrenta o novo Toyota Corolla

Civic Hybrid associa motor de 1,5 litro a um elétrico

Na versão Si, motor de 2,4 litros de 200 cv

Traseira é a maior novidade da nona geração

Painel também não mudou muito em relação ao Civic atual

 

 

 

 

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De Indaiatuba, o novo Corolla. De Sumaré, o New Civic. Ambas as cidades estão localizadas na região de Campinas e, apesar de conterrâneos, vizinhos e imigrantes, o elo que liga estes dois descendentes, entretanto, é de rivalidade.
Os preços dos sedãs, considerados nas versões de entrada com motorização 1.8 bicombustível e câmbio automático, são de R$ 70.520 (Civic LXS) e R$ 71.590 (Corolla XEi). Os equipamentos de série que os modelos trazem em comum são: airbag duplo frontal, freios ABS, ar-condicionado, CD player e rodas de liga leve. O Corolla tem a mais o ar digital e o airbag lateral para motorista e passageiro. Opcionalmente, o cliente só pode optar por bancos de couro (R$ 1.640 no Honda e R$ 2.000 no Toyota) e pela pintura metálica. Mais equipamentos, só em versões superiores.
Disputa é acirrada
Antes de analisar o conteúdo, o Civic é escolhido pelos olhos. O desenho futurista do modelo é o seu principal apelo de compra e, por isso, o sedã da Honda ganha este comparativo pelo conjunto formado por design e desempenho. Quando a sua comercialização no Brasil foi anunciada durante o Salão de Detroit de 2006, os fãs do modelo entraram em polvorosa, pois ao compará-lo com a sua geração anterior, constata-se que é um novo carro que de antigo só manteve o nome.
O mesmo não aconteceu com o Corolla. Apesar de utilizar uma nova plataforma, como informado pela montadora, e estar mais robusto e atraente, o sedã manteve o tradicionalismo. Apesar de esta característica ter conquistado clientes fiéis ao longo dos anos, a discrição, no entanto, desapontou quem esperava uma transformação radical, como aconteceu com o seu rival.
O projeto do Civic ostenta modernidade na parte de fora e de dentro. O conjunto óptico dianteiro bem puxado para as laterais dá sensação de velocidade. A coluna A bastante inclinada também reforça este aspecto, mas, na parte de dentro, pode prejudicar a visibilidade lateral. O painel é o apelo interno, mas varia conforme o gosto pessoal do comprador. Para alguns, a iluminação digital azul é exagerada; para outros é inigualável dentro do segmento.
O Corolla nacional foi inspirado no sedã comercializado na Europa. O modelo está com uma aparência mais imponente e musculosa, graças ao novo desenho da grade frontal, aos vincos do capô e ao formato dos faróis. Na cabine, a Toyota pecou pela simplicidade. O painel e os mostradores são bem convencionais e destoam do desenho externo. A manopla do câmbio, assim como a sua caixa, também deve uma atualização.
Corolla tem melhor dirigibilidade
Apesar de o Civic ter um conjunto mecânico elogiável, o Corolla ganha por pouco neste quesito. O Civic tem motor 1.8 bicombustível que desenvolve 140 cv (álcool) e 138 cv (gasolina) a 6.200 giros. O torque é de 17,7 mkgf (a) e 17,5 mkgf (g) a 5.000 rpm. O Corolla, por sua vez, também com 1.8 flex, desenvolve 136 cv quando abastecido com álcool e 132 cv com gasolina a 6.000 rpm. Houve perda de 4 cv com o combustível derivado do petróleo em razão da recalibração do motor para atender às novas normas de emissão de poluentes que entram em vigor no ano que vem. O torque máximo de 17,5 mkgf (a) e 17,3 mkgf (g) é atingido a 4.200 rpm.
O Honda traz associado ao motor uma transmissão automática com gerenciamento eletrônico das marchas (a opção de mudanças seqüenciais por meio de borboletas atrás do volante está disponível só na versão EXS). Assim como Toyota, o câmbio opera nos modos drive, low (corresponde à posição primeira marcha), segunda e terceira, além de overdrive para diminuir o consumo e o ruído do motor na estrada. Nesta nova geração, a transmissão do Corolla recebeu mudanças: além de poder ser acionado manualmente nas posições acima, a primeira e segunda marchas foram encurtadas e a terceira e quarta alongadas em comparação à geração anterior.
Na cidade, os dois modelos possuem um comportamento bastante semelhante, destacando o conjunto da suspensão um pouco mais rígido no Corolla, cuja direção é elétrica com assistência progressiva, mais agradável no trânsito e mais firme com o ganho de velocidade. A direção do Civic é hidráulica servo assistida. Ambas possuem ajuste para se adequar à posição do motorista.
Pouco mais de cem quilos mais leve que o Honda, que pesa 1.267 quilos, o Corolla ‘flui’ melhor na estrada, comprovando o alongamento da terceira e quarta marchas. O nível de ruído do motor é praticamente imperceptível, diferentemente do Civic, que atinge o giro mais alto rapidamente e trabalha em altas rotações quando o modelo passa dos 100 km/h; precisa também de mais pressão no acelerador para ganhar velocidade.
Em relação ao conforto, os dois levam conceito A, com um ponto positivo para a ergonomia do Corolla e para a distância de 2,7 metros no entreeixos do Civic (o concorrente tem dez centímetros a menos). Ambos acomodam cinco adultos; o Civic traz a vantagem do assoalho traseiro plano e o Corolla o maior volume do porta-malas: são 470 litros contra 340 litros do Honda.
Com o novo Corolla, a Toyota pretende aumentar em 50% as vendas do modelo. Os números da Fenabrave (Federação Nacional do Fabricantes de Veículos Automotres) mostram que ele tem capacidade para atingir as 4.500 unidades mensais, já que abril registrou 1.500 modelos a mais que janeiro. Falta ainda, porém, pouco mais de 2.000 unidades para alcançar o líder de vendas Civic. A Toyota deve levar em conta que todo japonês é bom de matemática. E para a Honda, é melhor torcer para que os seus clientes tenham paciência oriental para enfrentar a fila de espera pelo modelo.

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