Testemunha em processo contra Nenê Constantino é baleada

22/02/2011

Marques iria prestar novo depoimento em março; Polícia investiga se atentado está ligado a processo contra Nenê

João Marques dos Santos, ex-funcionário do empresário fundador da Gol, Nenê Constantino, foi baleado na última sexta-feira após deixar sua casa em Águas Lindas de Goiás, no entorno de Brasília. Ele é um dos envolvidos no processo que seu ex-patrão responde pela tentativa de assassinato de seu genro e pela morte do líder comunitário Márcio de Sousa Brito, que teria invadido o terreno de uma companhia de ônibus de Nenê. Ferido, João está hospitalizado e protegido por forte aparato policial. Ele, que em depoimentos acusou o antigo chefe de ser mandate dos crimes, iria depor novamente no dia primeiro de março.

João está num hospital de Brasília e, por medidas de segurança, foi registrado com outro nome. Segundo fontes da polícia, ele levou quatro tiros de 13 que foram disparados. Dois acertaram sua barriga, um a panturrilha e um sua perna. Ele deve deixar o hospital entre amanhã e quinta-feira e deve ingressar no programa de proteção à testemunha enquanto as autoridades investigam se há alguma ligação entre o atentado com o processo contra Nenê.

A delegada da Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida) da Polícia Civil, Mabel Alves de Faria, chefe das investigações do crime à época, acompanhada do promotor que cuida do caso, Bernardo Urbano, teria tomado depoimento de João Marques nesta segunda-feira, no hospital. Nenê foi preso em dezembro passado pelas acusações de assassinato e liberado dias depois.

 

Empresário Nenê Constantino é preso no Distrito Federal

16/12/2010
Pai de presidente da Gol é acusado de ter mandado matar o genro, em 2008. Ele é acusado também pela morte de líder comunitário

O empresário Nenê Constantino, pai de Constantino de Oliveira Júnior, presidente da companhia aérea Gol, foi preso na tarde de quarta-feira sob a acusação de ter mandado matar o genro Eduardo Queiroz, em 2008.

Nenê Constantino em foto de março de 2010 quando ainda era presidente do conselho da Gol

Ele participava da audiência de instrução de outro caso no Tribunal de Júri de Taguatinga, a cerca de 20 km de Brasília (DF), quando saiu a decisão da Justiça. Cercado por jornalistas, Constantino saiu do Fórum e foi levado de carro ao Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, ao Departamento de Polícia Especializada.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Gol, Constantino foi presidente do conselho da companhia em 2001, mas, atualmente, não exercia participação na administração da empresa.

Constantino é réu também no processo sobre a morte do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito. De acordo com informações do Tribuanl de Justiça do DF,  a motivação do crime, segundo a denúncia, é que a vítima morava em uma invasão ao lado de uma das empresas dele e se recusava a deixar o local, por isso, o empresário teria dado ordem para que ele fosse executado.

A previsão inicial é que fossem ouvidas tanto as testemunhas de acusação quanto as de defesa neste caso. No entanto, os advogados de Constantino entraram com pedido junto ao TJ para que as testemunhas de defesa fossem ouvidas separadamente. O pedido foi aceito e os interrogatórios agendados para o dia 1º de março de 2011.

Os outros acusados por este crime são João Alcides Miranda, João Marques Dos Santos, Victor Bethonico Foresti e Vanderlei Batista Silva. A audiência começou por volta das 9h de quarta-feira e prosseguiu, segundo o TJ, até a noite. Até por volta das 19h apenas uma testemunha havia sido ouvida. 

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