Vale a pena investir em ofertas iniciais de ações? - Veja as 10 maiores estreias mundiais de empresas em Bolsa em 2010 - IPOs em 2011 devem superar marca de 2007, estima BM&FBovespa - Ouro ganha força como opção de investimento - Saiba como comprar ouro

Brasil terá IPOs interessantes, mas investidores precisam ter mais paciência e preparo do que era necessário há quatro anos

Investir em ofertas iniciais de ações - os IPOs, na sigla em inglês – em 2011 vai pedir paciência e dedicação. O ano começou com a promessa de ser recorde em número de operações, superando as 64 de 2007. Animadas com a economia brasileira aquecida e com a vinda de investidores estrangeiros, diversas empresas se entusiasmaram para entrar para o mercado. Mas passados dois meses de 2011, o cenário é outro. As crises no norte de África e no Oriente Médio vêm trazendo instabilidade aos mercados globais, enquanto, no Brasil, a inflação está roubando a cena. Diante de uma bolsa de valores volátil, analistas acreditam que algumas empresas podem optar por adiar seus planos, mas não chegarão a cancelá-los.
Em momentos de mercado indefinido ou desfavorável, o interessado em participar das próximas ofertas precisará, mais do que nunca, estudar os fundamentos das empresas.
Se quatro anos atrás o investidor fazia a reserva de ações esperando uma forte alta inicial e ganhos de curto prazo, hoje o sucesso dos IPOs está menos relacionado a uma “onda do mercado” e totalmente dependente dos números da empresa e do que ela tem a oferecer. “O que vai segurar a ação é o fundamento da companhia, a capacidade de gerar lucro e o fluxo de caixa”, diz Reginaldo Alexandre, presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais em São Paulo (Apimec-SP).

Webjet prepara IPO
Ao identificar as companhias que têm potencial para trazer ganhos, o investidor deve observar principalmente a rentabilidade do patrimônio líquido, o lucro e o fluxo de caixa. Com esses dados em mãos (que estão disponíveis no prospecto que as companhias são obrigadas a apresentar à CVM), sempre que possível, o interessado deve fazer comparações com outras companhias do mesmo setor já listadas na Bolsa. É o caso das aéreas Azul e Webjet, que estão na lista dos IPOs e podem ser avaliadas ao lado das concorrentes Gol e Tam, que já possuem ações.
Não havendo empresas do mesmo ramo, a avaliação fica mais difícil e o cuidado deve ser redobrado. “A grande preocupação é que o investidor não terá muitas informações. Como todas as empresas que participam da oferta precisam respeitar um período de silêncio, os analistas não podem falar. Assim, o interessado deve acompanhar de perto os acontecimentos do setor”, diz José Góes, economista da WinTrade, home broker da Alpes Corretora. Para Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros, é imprescindível conhecer o mercado em que a empresa atua, quem são seus concorrentes e quais são os fatores de risco.

Fonte: empresas e corretoras
A dica de Silvio Paixão, professor de mercado financeiro e cenários econômicos da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), é que o investidor faça três avaliações: a primeira é sobre o que a companhia produz. “Ele deve avaliar se os clientes vão continuar precisando daquilo no futuro e se seus produtos têm risco de se tornarem obsoletos muito rapidamente.”
Em seguida, deve verificar o que a diferencia das demais e o seu nível de dependência de fornecedores.
Além disso, ele deve estar preparado para suportar eventuais perdas. “A pessoa que vai para o IPO deve se preparar da mesma forma que um aventureiro que vai para um camping. Tem que levar os apetrechos todos e saber o que pode acontecer. Os que se preparam, têm ótimas experiências.”
Estratégia
A partir do momento em que o investidor decide que vai entrar no IPO, a sugestão do consultor financeiro Mauro Calil para que consiga lidar bem com um eventual prejuízo é que estabeleça um limite de perda, que no jargão do mercado é chamado de “stop loss”. “É uma forma de restringir o risco e aproveitar uma oportunidade de ganho.”
Sobre o nível de exposição, a sugestão dos especialistas é que o investidor aloque apenas cerca de 5% de seu capital disponível no IPO. “Quem tem um patrimônio restrito deve ficar de fora”, acrescenta Alan Soares, consultor financeiro da Trader Brasil.
Uma estratégia arriscadíssima, mas que pode ser interessante para o investidor que tem experiência no mercado de renda variável e muito dinheiro disponível é participar de todos as ofertas. “Se comprar todos os papéis, pode ter ganhar com alguns e perder com outros. É uma aposta muito arriscada”, diz Góes.
Outra dica é não reservar além do que pretende adquirir. “Antes, a demanda era muito grande e sempre havia rateio, então os investidores solicitavam mais do que, de fato, queriam comprar. Agora, as chances de que ele consiga a totalidade são muito maiores”, diz Leandro Martins, analista chefe da Walpires Corretora.

Veja as 10 maiores estreias mundiais de empresas em Bolsa em 2010

Foram R$ 160 bilhões captados de janeiro a novembro. A maior do Banco Agrícola da China, com R$ 37,5 bilhões

No mundo, as dez maiores ofertas iniciais de ações somaram US$ 93,8 bilhões (R$ 160 bilhões) até novembro. Segundo previsão da Ernst & Young, as operações devem bater recorde este ano, superando o volume de 2007, antes da crise, e atingindo valores totais de mais de US$ 300 bilhões. O quadro é atribuído às boas condições verificadas na Ásia, a despeito da frágil recuperação econômica nos mercados desenvolvidos.
Valores recordes de operações também contribuíram. Nos primeiros onze meses deste ano foram captados US$ 255,3 bilhões, em 1.199 operações. O recorde de 2007 foi de US$ 295 bilhões.
Confira a lista dos dez maiores IPOs do mundo:
  1. Banco Agrícola da China – julho – US$ 22,1 bilhões (R$ 37,5 bilhões)
  2. AIA Group (financeiro, Hong Kong) – outubro – US$ 20,4 bilhões (R$ 34,6 bilhões)
  3. General Motors – novembro – US$ 18,1 bilhões (R$ 30,7 bilhões)
  4. Dai-Chi Life Insurance (financeiro, Japão) – US$ 11,1 bilhões (R$ 18,8 bilhões)
  5. Samsung Life Insurance (financeiro, Coreia do Sul) – US$ 4,4 bilhões (R$ 7,5 bilhões)
  6. Petronas Chemicals (petróleo, Malásia) – US$ 4,1 bilhões (R$ 6,9 bilhões)
  7. QR National (operadora de ferrovias, Australia) – US$ 3,9 bilhões (R$ 6,6 bilhões)
  8. Coal India (carvão) – US$ 3,4 bilhões (R$ 5,7 bilhões)
  9. China Everbright Banck (banco) – US$ 3,2 bilhões (R$ 5,4 bilhões)
  10. Enel Green Power (energia, Italia) – US$ 3,1 bilhões (R$ 5,2 bilhões)

(Fonte: Ernst & Young)

IPOs em 2011 devem superar marca de 2007, estima BM&FBovespa

Grande número de fusões e aquisições nos últimos meses deverá impulsionar as operações

O diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, está confiante no desempenho do mercado acionário brasileiro em 2011. Em sua avaliação, os volumes a serem movimentados nas ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) neste ano deverão ultrapassar os registrados em 2007, ano anterior à crise global. Na ocasião, 64 empresas estrearam no mercado de capitais brasileiro, captando R$ 55,6 bilhões. "Esperamos, no mínimo, captação igual a de 2007", disse o executivo durante evento de parceria com o Banco do Brasil, que tem por objetivo estimular a entrada de pequenas e médias empresas na bolsa.
Para Edemir Pinto, o grande número de fusões e aquisições nos últimos meses deverá impulsionar as operações na BM&FBovespa, já que a expectativa é de que essas empresas se tornem mais preparadas a buscar capital no mercado acionário. "Até abril, teremos no mínimo um IPO por semana", prevê o diretor-presidente da BM&FBovespa.Ele, entretanto, ressalta que o cenário atual é bastante distinto do apresentado quatro anos atrás. Agora, diz Edemir Pinto, os investidores estão mais seletivos. "A liquidez mundial tem mais qualidade", conclui.

Saiba escolher a corretora para aplicar na Bolsa

Custos com corretagem e custódia têm que entrar na conta quando o investidor for decidir onde colocar seu dinheiro

O advogado Guilherme Forte Saliba, de 27 anos, é um investidor. Ele compra ações de empresas brasileiras de seu computador, em casa, via home broker, o sistema de operação individual pela internet. Para isso, precisou abrir uma conta em uma corretora de valores que oferecesse a plataforma. Na hora de escolher entre as mais de 80 casas existentes no País, ele levou em conta o custo de corretagem, que é o preço que as empresas cobram para realizar a compra e a venda das ações. “Escolhi a mais barata”, conta.
A corretagem é um dos principais custos que os investidores devem levar em conta na hora de escolher uma corretora de valores. Ele não é, contudo, o único. Avaliar todos os custos é importante para o investidor melhorar o desempenho de suas aplicações.
No caso da corretagem, os custos variam entre R$ 5 e R$ 20 nas maiores corretoras brasileiras (veja tabela abaixo). Quando as ordens de compra são feitas por telefone e realizadas por um operador da corretora, os custos são maiores e, em geral, seguem uma tabela sugerida pela BM&FBovespa. Neste caso, os preços variam de acordo com o montante movimentado.
 Para investidores mais assíduos, essa despesa com a corretagem faz muita diferença. De olho neles, muitas empresas oferecem pacotes ou promoções no estilo “a partir da 80ª operação, a corretagem é gratuita”. No entanto, o investidor que não opera com muita frequência não deve se guiar apenas por esse custo.
Custódia entra nas contas
Outra taxa importante a ser considerada é a de custódia, que é o preço para a “hospedagem” dos ativos. Como geralmente é cobrada mensalmente, um investidor que compra uma ação com objetivo de vendê-la a longo prazo pagará mais vezes a taxa de custódia do que a de corretagem. Assim, vale a pena buscar uma corretora que ofereça isenção da taxa.
Rafael Giovani, gerente comercial da UM Investimentos, ajudou o iG a criar um exemplo que mostre essa diferença entre as duas cobranças: um investidor que comprou mil ações de uma empresa por R$ 30 mil, em janeiro deste ano, e vendeu em novembro, por R$ 42 mil. Consideramos que a corretora cobrou R$ 14 de corretagem na compra e mais R$ 14 na venda. Pela custódia, foi cobrado um valor de R$ 13,75 ao mês. Com o custo da compra e da venda, ele gastou um total de R$ 28. Já em custódia, pagou R$ 137,50.
Para investir em ações são cobrados ainda outros custos, que são os emolumentos, a liquidação, o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto de Renda (IR). No entanto, essas taxas são estabelecidas pela BM&FBovespa e pelo governo e são sempre iguais. Há também uma taxa sobre custódia, que varia de uma corretora para outra. É preciso estar atento a esse custo, pois em muitos casos há isenção e, em outros, a taxa chega a superar R$ 20 ao mês.
Serviços agregados
Mas, antes de analisar os custos, o investidor deve fazer uma avaliação de seu perfil e deve definir seu objetivo, segundo o consultor financeiro André Massaro. “Para quem não é muito ativo no mercado, é importante optar por uma empresa que ofereça análises e que tenha um atendimento mais personalizado. Mas isso tudo encarece”, diz. Como o único canal de cobrança das corretoras é a corretagem, os custos dos serviços extras acabam sendo embutidos nas taxas.
Já o investidor que possui um conhecimento maior do mercado sabe avaliar as empresas e possui boas fontes de informação pode pagar menos. É o caso de Saliba. “Esse serviços são totalmente inúteis para mim. Toda a informação que preciso, eu vejo na internet”, afirma.
Para ele, a excelência tecnológica também não é um quesito determinante. “Atrasos em operações são aceitáveis no meu caso. Mas sei que um profissional e com mais recursos jamais aceitaria uma falha no suporte”, afirma. Esse investidor precisa de confiabilidade, velocidade e estabilidade, segundo Massaro.
É também o caso de quem tem mais dinheiro. Para esse investidor, a escolha mais comum é uma corretora com sistemas avançados, totalmente seguros e com atendimento especial. Para isso, pagam mais. “É a taxa de conveniência”, brinca Massaro. Neste grupo também estão os investidores que preferem que um operador da corretora realize suas operações. Em geral, as ordens são feitas por telefone.
Ranking das 10 maiores corretoras brasileiras de varejoPreço da corretagem no home broker*
InterfloatR$ 15
ÁgoraR$ 20
XP InvestimentosR$ 14,90
UM InvestimentosR$ 14
BanifR$ 15,99
TOVR$ 5
Gradual InvestimentosR$ 20
BradescoR$ 10
TítuloR$ 10
AtivaR$ 15
*alguns preços dependem de condições específicas                                                                        Levantamento do iG com corretoras

Fundos e clubes
Mas existe uma forma de investir em ações driblando os principais custos, lembra Giovani. “O investidor pode optar por clubes de investimentos e os fundos de ações, que não cobram custódia”, diz. No entanto, possuem taxas de administração, que variam entre as corretoras e, em alguns casos, há taxas de performance.
No caso dos fundos, são comuns taxas de administração entre 0,5% ao ano e 3,5% ao ano. O gerente da UM Investimentos diz que os fundos são, em geral, mais apropriados para quem tem mais dinheiro. “Quando o capital do investidor é baixo, ele acaba perdendo em remuneração”, afirma.
Em todos os casos, a recomendação do consultor André Massaro é que o investidor se familiarize com o site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “É a cereja do bolo. Lá ele pode ver se a corretora está autorizada a operar e saber quais foram aquelas que tiveram mais reclamações”, afirma.

Ouro ganha força como opção de investimento

Tido como porto seguro em momentos de crise, metal acumula alta de 18,7% até agosto e lidera entre as aplicações no País

As aplicações em ouro podem fechar 2010 como as mais rentáveis do ano. O metal já acumula a maior valorização até agosto, de 18,7%, e deve seguir como uma boa alternativa para a diversificação das carteiras, segundo analistas, pelo menos enquanto permaneceram as incertezas em relação às economias desenvolvidas. As tensões em relação aos países europeus e aos Estados Unidos, que vêm provocando volatilidade dos mercados acionários, já contribuíram para que a rentabilidade do metal superasse a de outras modalidades de investimentos no Brasil. Na opinião de analistas, essa trajetória ascendente ainda não acabou.
Raridade faz do ouro um ativo seguro para momentos incertos dos mercados acionários
“O preço do ouro é o somatório das incertezas mundiais”, diz André Nunes, diretor da Associação Nacional do Ouro (Anoro). Para ele, enquanto as economias da Europa e dos Estados Unidos não mostrarem sinais de consistência, o preço do metal não deve cair. André Perfeito, economista da Gradual Investimentos, concorda. “O ouro representa um porto seguro em momentos de incerteza. Para o investidor que acredita que as economias desenvolvidas vão desacelerar e a volatilidade dos mercados vai aumentar, é uma boa opção de investimento”, diz.
O ouro serve de proteção por sua raridade. Como é uma riqueza física e é um recurso limitado no mundo, as chances de perder valor são restritas. Assim, quando estão inseguros em relação às ações, os investidores tendem a se proteger com o metal precioso. Graficamente, é possível visualizar esse movimento nos preços do ouro e pontuações da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa (veja o gráfico abaixo). Em diversos períodos de queda dos mercados acionários, o ouro apresentou ganho, e vice-versa. “Vemos que o comportamento é antagônico”, diz Milton Sanches, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA) e sócio-diretor da administradora de carteiras Fidus Invest.
No longo prazo, ganho limitado
Apesar de servir como proteção em momentos ruins de outros ativos, o ouro, quando analisado como investimento de longo prazo, mostra que seus ganhos costumam não ser tão expressivos como os de outros ativos, como as ações. Nos últimos sete anos, por exemplo, o metal subiu 260%, enquanto a Bovespa teve ganho de 490%. Por isso, os analistas sugerem que o investidor não aposte no ouro pela rentabilidade, mas sim pela segurança. O metal é um ativo para momentos incertos, e as expectativas de retorno devem ser depositadas em outras opções - como as ações -, e em momentos mais calmos, segundo eles. A recomendação dos especialistas é de que o ouro tenha uma fatia de 5% a 10% na carteira dos investidores.
Em relatório recente, economistas do Standard Bank projetaram alta para o preço do ouro no mercado internacional nos próximos seis meses. Eles esperam um pico de US$ 1.300 a onça (como é precificado o metal no mercado norte-americano), um ganho de 6% em relação aos atuais US$ 1.230. Depois, deve haver alguns meses de estabilidade no preço do ativo. Em seguida, ainda em 2011 e em 2012, deve haver uma queda, quando esperam alta dos juros nos países desenvolvidos. Segundo Nunes, da Anoro, quando os juros sobem, outros investimentos se tornam atrativos e o ouro começa a perder.
Há duas semanas, o Goldman Sachs também afirmou ter boas perspectivas para o ouro, que foi destacado pelos economistas do banco de investimentos entre as matérias-primas com melhores perspectivas no curto prazo. Eles apontavam a “atual fraqueza dos dados econômicos” como fator que deve contribuir para um “comportamento agitado” das matérias-primas.

OURO x IBOVESPA - Movimento Antagônico

Evolução do preço do contrato de ouro negociado na BM&FBovespa e da pontuação do principal índice de ações da Bolsa, em base 100
BM&FBovespa

Saiba como comprar ouro

Metal pode ser adquirido na Bolsa ou em instituições especializadas

Recentemente, o bilionário George Soros disse que investiu parte de seus recursos em ouro. Governos da Índia e da China vêm fazendo o mesmo. Mas para aplicar no metal, não é preciso ser um megainvestidor, ou uma nação. Qualquer pessoa pode comprar o metal precioso. Para isso, há dois caminhos: por meio da Bolsa de Valores e no chamado “mercado de balcão”.
A Bolsa, tida como mais segura pela garantia de que o metal é certificado pela BM&FBovespa, tem o inconveniente do valor mínimo. O menor contrato é de 250 gramas, o que custaria em torno de R$ 18,437 mil na cotação da última terça-feira (R$ 73,75). Além disso, essa opção exige que o investidor abra uma conta em uma corretora de valores.
Já a compra no mercado de balcão é mais simples, e pode ser feita em quantidades menores. É possível comprar barrinhas de 10 gramas e 50 gramas, ou moedas de 5 gramas, por exemplo, diz André Nunes, diretor da Associação Nacional do Ouro (Anoro) e presidente do Grupo Fitta, líder brasileiro no mercado de ouro e metais preciosos. No entanto, neste mercado os preços são superiores ao da Bolsa de Valores. “O grama de ouro no mercado de balcão custa em torno de R$ 78 para o investidor, para uma cotação de R$ 73 na Bolsa”, diz Mauriciano Cavalcante, da OuroMinas, instituição financeira que negocia ouro e câmbio.
Nos dois casos, o investidor tem a opção de levar ou não o ouro físico para casa. Na BM&FBovespa, ele realiza a compra de contratos, mas pode exigir a retirada do metal. Para isso, deve agendar em sua corretora de valores uma data para buscar seu patrimônio em um dos bancos que fazem a custódia. Nas lojas, é possível sair com as barrinhas em mãos, ou então adquirir cartões, que são certificados de que o comprador possui o metal.
Barra de 250 gramas de ouro do Grupo Fitta. A partir do mesmo peso, metal também pode ser comprado na Bolsa

Foto: Getty Images
Quando compra é na Bolsa, é preciso agendar com a corretora a retirada em um banco de custódia
No Brasil, o preço do ouro é calculado a partir do valor negociado em Nova York, onde as contas são feitas em dólares por onças (US$/oz). Cada onça equivale a 31,104 gramas, que é a unidade de medida usada no País. O preço de US$ 1.230 a onça, por exemplo, seria equivalente a R$ 69,60, considerando o dólar na cotação da última terça-feira (R$ 1,76).
Mercado pequeno
Este ano, as transacões na BM&FBovespa somaram US$ 1,141 bilhão até julho, um crescimento de 25% em relação aos R$ 914 milhões do mesmo período do ano passado. Na estimativa das empresas, o mercado de balcão negocia em torno de 50% do volume da Bolsa. Assim, é possível calcular que o mercado de ouro brasileiro tenha movimentado cerca de R$ 1,7 bilhão nos primeiros sete meses do ano.
Apesar de ser um montante ainda pequeno quando comparado com o mercado acionário, que tem giro médio diário de aproximadamente R$ 6 bilhões, instituições que negociam o metal afirmam que a procura vem crescendo. "Tem aumentado a demanda tanto por pessoas que querem uma reserva em ouro, como também para presentear familiares", afima Nunes, do Grupo Fitta.
Em contratos negociados na Bolsa, houve um crescimento de 5% nos sete primeiros meses deste ano, para 294 mil, contra 283 mil contratos de janeiro a julho de 2009, segundo dados da BM&FBovespa.




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