Valor gasto com lanche fora de casa daria para comprar apartamento, diz especialista

Tomar café da manhã todo dia fora de casa pode gerar um prejuízo de R$ 187 Tomar café da manhã todo dia fora de casa pode gerar um prejuízo de R$ 187

 

Uma pesquisa rápida feita em cinco capitais constatou que o valor gasto com o café da manhã e o lanche da tarde, consumidos fora de casa por muitos brasileiros todos os dias, pode chegar a até R$ 8,50 diariamente. Em um mês de 22 dias úteis, o valor chega a R$ 187.
O levantamento foi feito em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador, na semana de 14 a 19 de fevereiro. Os itens pesquisados foram o café da manhã composto por café com leite e pão na chapa, e o lanche da tarde de suco de laranja e um pão de queijo.
Os resultados foram:

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O consultor financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Terapia Financeira, afirma que os resultados elevados eram esperados. “Todas as capitais têm custos maiores, geralmente elas trabalham com valores maiores e têm uma estruturação de custos diferenciada de cidades do interior”, explica.

Poupança


O resultado - com São Paulo em primeiro, seguido por Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador - faz parte de um cenário que está “totalmente de acordo com as forças econômicas dos Estados, e reflete no produto, até mesmo no lanchinho do trabalhador”, analisa.

Segundo o especialista, esses gastos, se somados, causam um grande impacto no salário do brasileiro. “Se a gente está falando em 22 dias úteis, R$ 8,50 [valor médio gasto em São Paulo] por dia, dá R$ 187 por mês”, calcula. “E se eu colocar a juros de poupança, em um ano isso vai gerar um valor de R$ 2.319,55”.

Se levarmos em conta o valor mensal comparado ao salário mínimo, já com o reajuste aprovado nesta semana, o resultado é ainda mais impactante. “O cafezinho com o lanchinho mensalmente custa mais que um terço do salário mínimo”, diz.

“Dá para comprar um apartamento”


O consultor explica que os pequenos gastos diários são os principais responsáveis para o endividamento do brasileiro. “Porque o gasto grande a gente controla, o pequeno não”, explica. E vai além. Domingos aconselha o trabalhador a colocar no papel todo o dinheiro gasto durante um mês, desde o lanchinho, até as contas grandes. “E depois sentar com a família para saber onde estão os gastos”, completa.

O especialista ainda acrescenta: “se você pensar em dez anos, também a juros de poupança, esse gasto diário chega a R$ 32.725. E em 30 anos, R$ 237 mil. Dá para comprar um apartamento. Muitas vezes as pessoas não têm esse dinheiro guardado, pois deixou passar pelas mãos”.

Mas, não é preciso ficar em jejum durante o dia para economizar dinheiro. Para conseguir cortar esses custos e ainda estar bem alimentado, Domingos aconselha o trabalhador a levar para o trabalho o lanche pronto, feito em casa. “Com isso, você pode economizar pelo menos 70% desse valor diário”, alerta.

Fazer a diferença

Outra dica do consultor é trocar o lanche da tarde – suco e um pão de queijo – por uma fruta. “Comprada na feira, que é mais barato”.

Depois de aprender a poupar os valores, ele aconselha que o poupador tenha uma meta. “Se você guardar em dez meses dá para comprar uma TV LCD, por exemplo”. Outro bom investimento é guardar o valor para garantir uma aposentadoria mais tranquila. O especialista calcula que, aplicando na poupança, o valor mensal de R$ 187, em 30 anos, pode render juros de mais de R$ 1,4 mil mensalmente.

Além disso, ele afirma que o brasileiro desconhece em que gasta pelo menos 20% do seu salário mensal e aconselha: “sinal vermelho para os pequenos gastos, porque são eles que vão fazer a grande diferença nos próximos dez, 15 anos da sua vida. Vinte por cento, em média, você joga no lixo e isso é muito dinheiro”.

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